Quarta-feira, Julho 30, 2008

Costa Rica, Parte III: De Dominical a Pavones...


Saímos de dominical lá pelas 10 da manha, com o objetivo de chegar cedo a Pavones, afinal a distância entre as duas não é muito superior a 200 Km. Mas.....

Mas logo, tu chega na estrada de chão, meu velho que coisa, para ajudar a cada 15 minutos caia uma tempestade, daí parava fazia 15 minutos de sol e outra tempestade, mais 15 minutos de sol e assim se vai.

Fomos cruzando inúmeros vilarejos, alguns até tinha um certo tamanho mas não deviam passar dos 2 mil habitantes.

A Costa Rica possuiu uma quantidade imensa de rios e nessa viagem se percebe eles como nunca, cada vez que você tem que cruzar sob um rio existe uma ponte de ferro enferrujado que deve estar lá a algumas décadas, o espaço para passar é pequeno, só passa um carro de cada vez, se tu der azar vai ficar um bom tempo esperando todos os carros que vem do sentido contrario passar para só depois tu ir. Quando chega tua vez é só ir tem que cuidar para não errar o pneu no lugar, sabe quando tu vai trocar o óleo e tem que colocar o carro sob aquela plataforma, que fica o frentista gritando ‘’MAIS PARA ESQUERDA, MAIS PARA DIREITA’’ é mais ou menos aquilo só que sem o frentista e um rio lá em baixo, uns 40 metros lá em baixo.


Ponte Clássica



Então tu vai passando por varias pontes como esta, cruzando vilarejos até que tu chega em um rio imenso, deve ter uns 200 metros de extensão e uma correnteza que se faz presente, a ponte de ferro nem sinal dela, a única forma de atravessar é em uma balsa, que é tocada por um motor a diesel e presa por 2 cabos de aço, os caras prenderam 2

cabos de aço em cada margem do rio para que a balsa não seja levada pela correnteza. Maravilha, mas vamos embora tem que pagar uns 5 reais, não lembro ao certo o valor sei que só paguei 1 real o cara da balsa ficou apaixonado pela nossa moeda de 1 real dei uma para ele e ficamos todos felizes, a balsa deve andar a uns 2 km por hora, mas chegamos a outra margem sem sobressaltos.


Travessia na balsa, o resto da ponte ao fundo



Continuamos andando até que paramos para perguntar novamente, após ter visto uma placa que dizia “Fronteira Panamá 10KM’’, estávamos perdidos havíamos passado a entrada para Pavones sei lá quanto tempo, voltamos, e achamos a entrada certa.

Enfim, chegamos a Pavones o lugar é lindo, demos uma olhada de longe as ondas estavam pequenas, já era meio da tarde tínhamos umas 3 horas de sol ainda e como havíamos ido tão longe resolvemos ir até a ultima praia da costa rica que fica a 5 km.

No meio do caminha outro rio, este sem ponte de ferro enferrujado e sem balsa com cabos de aço. O rio tinha uns 60 metros de margem a margem, fundo de pedra e estávamos a uns 100 metros do mar. Liguei o 4x4 e fomos rio a dentro, a Patríc

ia quase tendo um negocio do meu lado, no meio do rio a caminhonete começou a andar de lado, pois a correnteza era mais forte e o rio mais fundo ali, confesso que “gelei”, mas passamos e chegamos a Punta Banco. O lugar é absurdamente lindo, parece aqueles quadros que vemos, coqueiros na beira da praia, a praia deserta. O lugar é um vilarejo onde devem morar umas 100 pessoas no máximo, alugamos uma casa imensa na beira do mar, exatamente na beira do mar por 10 dólares a diária. Olhamos as ondas tinha 1 metrão gordo, valendo o banho, o sol já caia no horizontes, pegamos as pranchas e nos tocamos surfamos até o sol nos mostrar a hora de ir embora.

Eu dando uma clássica de tu

rista, peguei uma direita de saideira e fui o máximo nela, sai da onda próximo as pedras e me ferrei, a Costa Rica me mostrava todos os seus corais e ouriços a água tinha menos de meio metro de profundidade era

praticamente impossível caminhar, cada espumada de onda que levava era 1 corte no pé, cabeças gigantes de corrais surgiam do nada eu tentava ficar sob elas, levei uma meia hora para sair dali, passei um sufoco e cortei todos meus pés.

Na hora da janta fomos comprar algo na única vendinha do vilarejo, e negociamos um prato feito com a tia da venda, fomos acabar jantando na sala de tia.

Ficamos 1 dia e meio em Punta Banco e voltamos para Pavones, junto com o Swell, passamos 3 dias em Pavones a pegamos altas ondas, o fundo de pedra complica a entrada e a saída do mar, mas não é nada de mais, só tem que cuidar para n

ão despencar junto com o Lip na maior da serie. Passamos 3 dias fazendo um intensivo de esquerda, a onda é inacreditável você encaixa na parede e tira uma soneca, quando acordar ainda vai estar na onda. Pegamos no pico do swell 2 metrão, tinha onda para todo mundo, embora o crowd as vezes era xarope, vale frisar aqui crowd de Brasileiros, era só o que tinha lá.

Em nosso ultimo dia em Pavones, nos juntamos com uns Paulistas e uns Cariocas e resolvemos ir para Cabo Matapalo, é a outra ponta da gigantesca baia, fica a uns 30km de Pavones em linha reta pelo mar, Logo cedo juntamos a turma e fomos atrás de um pescador disposto a nos levar até lá, pois esta é a uma forma de ir. Até que um pescador que estava saindo para o mar para pescar, oferecemos 100 dólares e fechamos o pacote, fomos até Matapalo.

Ai só tem direita, chegamos por trás do pico e encontramos altas ondas sem ninguém a praia inacessível por terra só pedra arvore e araras muitas araras, o cenário é de filme, durante umas três horas surfamos de frente para um paredão de 80 metros, o dr

op era kamikaze, mas depois que saia do paredão de pedra a onda abria na praia e você ia até quase a beira inacreditável o lugar.

Enfim voltamos até Pavones nos lavamos em um riozinho e fomos embora, cansados, esgotados mas com a alma lavada e com o sorriso no rosto...


Eu, tirando uma soneca em Pavones...








Domingo, Outubro 21, 2007

Costa Rica, Parte II: De Hermosa a Dominical...

Saímos de Hermosa rumando para nosso próximo destino, Playa Dominical. Um trajeto de uns 280 quilômetros que é feio em mais ou menos 4 horas, devido a estrada, extremamente esburacada. São uns 200 kilometros onde uma estrada exageradamente larga corta plantações intermináveis de café.

No caminho há inúmeras praias, uma grande parte delas com ondas, saímos da estrada algumas vezes para dar uma checada no local, sempre uma entradinha de terra leva você até a beira do mar, não tente se arriscar em alguma delas sem estar com um carro 4x4..

No meio do caminha chegamos a cidade de Quepos, não lembro agora se era sábado ou domingo, mas no centro da pequena cidade litorânea ocorria uma feira, barracas espalhadas pela praça vendiam artesanatos e as frutas mais estranhas que você pode imaginar, demos uma olhada em todo lugar, compramos uma frutas e já que estávamos ali fomos almoçar na feira. No centro da praça, um som caribenho tocava alto, dentro de um espaço reservado umas 4 tias gordas mexiam grandes panelas, uma turma de garçom onde o mais velho devia ter 15 anos atendiam o pessoal, pegamos uma mesa nos sentamos e logo veio um dos guris nos atender. Era simplesmente impossível entender qualquer palavra do espanhol do moleque, alem de ter um sotaque carregado, misturava com o som, então pedi para ele um refresco e fui ver o que existia dentro daqueles papelões. Dentro de cada uma comida com um cheiro maravilhoso, que fez minha fome aumentar instantaneamente, tentei perguntar o que era, mas novamente não consegui entender nada. Pronto pedi um pouco de cada,voltei para a mesa com um pratão cheio, a comida era ótima. Comemos, bebemos e nos mandamos.

Logo chegamos a Domical, a beleza da praia é exuberante, coqueiros cortam a areia em grande numero, pegamos uma pousada por 15 dólares na beira do mar, descarregamos o carro e fomos pegar umas ondas, altas ondas um pouco crownd, uma onda cavada que abria para ambos os lados. Ficamos dois dias em Domical, onde pegamos boas ondas. E partimos para Pavones Pavones...


Mapa da Costa Rica.




Quarta-feira, Agosto 08, 2007

Costa Rica, Parte I : De Novo Hamburgo a Playa Hermosa.

Caminhando em direção ao balcão de chek-in, no aeroporto de San José capital da Costa Rica. Sentia a cada passo as ferroadas em meus pés cortados e machucados, lembrança das bancadas de pedra e coral que haviam ficado para trás. Os braços mal suportavam o peso das bagagens. As pernas se moviam com lentidão. Cada pedaço de meu corpo sentia algum tipo de dor. A pele havia se tornado uma mistura de protetor solar, areia e hipoglos. Os lábios rachados, os olhos ainda ardiam. Tudo graças a seções de surf intermináveis, a mais de 6 horas por dia dentro da agua. Você lembra quando era criança ia ao mercado e la tinha aquele pirulito multi-colorido igual ao do Chavez, você sabia que não ia conseguir comer tudo, mas queria com toda vontade aquele pedaço do paraíso, quando mais nada interessava, quando todos seus desejos e sua atenção eram somente para aquele doce a sua frente. Foi mais ou menos assim que me senti nesta trip, nada mais interessava, o dólar, a faculdade, o trabalho, a crise aérea, a pousada, o Grêmio, somente nós 3, eu, minha namorada e as ondas. Sentia que tudo tinha valido muito a pena, me sentia melhor, me sentia mais feliz, se tivesse o controle remoto mandava voltar a fita a 8 dias atrás.

Estávamos em nosso apartamento, eu a Paty, minha namorada e companheira de viajem e de mar. Terminávamos de arrumar as bagagens, conferíamos os últimos detalhes, passaporte, dólar, pranchas, atestados de vacina, remédios, pés de pato, botinhas, lycras, parafina, as malditas chaves de quilhas, jogo extra de quilhas, lesche extra... Estava tudo certo, a sogra preparava um cachorro quente, para acabar com a fome. Logo meu amigo Rodrigo que iria nos levar no aeroporto chegou.

A incerteza sobre nosso voo até São Paulo era grande, pois em meio ao caos aéreo que nosso país atravessa e apenas 2 dias antes ter ocorrido o maior desastre aéreo do Brasil, com a mesma empresa com a qual voaríamos e para o mesmo destino, deixava o clima bastante tenso. Logo que chegamos ao aeroporto Salgado Filho (Porto Alegre), fizemos o check-in o vôo estava confirmado, mais de 1 hora de atraso até decolarmos, avião lotado e quando pousamos em São Paulo palmas para o capitão. Logo pegamos nossa conexão para o Panamá, mais sete horas de voo até lá, depois mais uma conexão de 1 hora e meia até nosso destino a Costa Rica.

Enfim pisávamos em solo Costa Riquenho, a primeira impressão foi o calor, saimos de um frio de 5 graus do Rio Grande do Sul, para ótimos 30 graus em San José. Desembarcamos, imigração, passaporte, pranchas, bagagens tudo certo. Na saída do aeroporto uma confusão, agentes de viagens esperavam levantando plaquinhas com os nomes dos passageiros, não encontramos nenhuma com nossos nomes, resolvemos sair daquele tumulto, tentei explicar nossa situação a um agente que procurava uns passageiros que não éramos nós, arranhando muito mal arranhado meu espanhol, consegui conversar com o homem, ele gentilmente passou um radio para nossa agência e logo uma van veio nos pegar. Em meio a um trânsito confuso em 5 minutos chegamos a locadora de veículos para pegarmos o carro que tinhamos alugado de Porto Alegre. Tudo muito bem organizado na locadora, fomos muito bem atendidos tanto na chegada quanto na saída, em geral o povo Costa Riquenho é bastante gentil e atencioso, a caminhonete 4x4 me surpreendeu positivamente, estava esperando algo muito pior, mas me enganei pois o veículo estava em ótimo estado tento de lata como de mecânica.

Tocamos as malas para dentro, pranchas pressas em cima da caranga e pegamos a estrada rumo ao nosso primeiro destino Playa Hermosa, pacífico central, na região de Jacó. Demoramos um pouco para achar a saída de San José, pois em toda a Costa Rica embora exista placas de sinalização é comum se perder e errar o caminho e conosco não foi diferente. Erramos um cruzamento, em uma estrada já longe da capital e quando vimos estávamos indo em direção e fronteiro com a Nicarágua, tivemos que dar um volta por outra estrada para não precisar volta a San José, enfim rodamos uns 80 km a mais para chegarmos a Jacó, chegamos lá no meio da tarde e fomos dar uma conferida no mar, a ansiedade era grande, mais de 16 horas entre vôo e aeroporto, mais 3 horas de carro e estávamos em frente ao oceano Pacifico. Na minha mente a imagem era única, Mar grande, liso, tubular com vento terral. Mas que nada, decepção total, mar mexido, ondas de 25 centímetros, vento maral. Ter ficado a noite sem dormir, depois dirigir por 3 horas, não ter onde tomar banho e mal conseguir escovar os dentes, se perder em um pais onde você mal consegue se comunicar, nada disto tinha sequer chegado perto de me abalar, mas quando olhei aquele mar... respirei fundo, parece Imbé em dia ruim. Comentei com a Paty, como a praia era bonita ela concordou balançando a cabeça e pulamos dentro do carro, afinal aquele não era nosso destino, ali era Jacó e não Hermosa, embora Hermosa ficasse apenas 8 Km mais ao sul.

Dei a volta e pegamos pela primeira vez a carreteira do Pacífico, sobe e desce muita curva e em menos de 15 minutos avistamos ainda da estrada Hermosa, a praia é extremamente longa, mal conseguíamos enxergar o final da praia, a areia negra que se estende por toda a praia da um tom de algo desconhecido de algo diferente, e vimos o que queríamos, uma quantidade incontável de ondas quebrando por toda a praia, 1 metro talvez 2, acelerei, tinha a sensação de que finalmente tinha chegado em algum lugar. Sorriso largo no rosto, todos os problemas haviam ficado para tras, avistamos uma plaquinha “CABINAS $10”, é ali, um americano nos atendeu, não quis nem olhar o quarto, já fui pegando as bagagens, atiramos as coisas para dentro do quarto, passei parafina em tempo recorde na prancha, e fomos para a praia.

Uma faixa de 15 metros de areia negra, separa o mar das pequenas entradas para a praia, a areia é uma descida até o mar, as ondas quebram extremamente na beira, você vê o pessoal pegando onda quase que de cima, ondas fáceis e gordas de 1,5 metros faziam a alegria da galera, quebravam tanto para a direito como para a esquerda. Enfim entramos, a entrada no mar se faz a “la havaiana”, dois passos na agua e já não da mais pé, você fica parado na areia, esperando vir uma espuma, sai correndo a salta por cima dela, já cai deitado sobre a prancha e remando forte, para que a próxima onda não te devolva a areia. Se tudo der certo e sempre dá em 20 segundos você estará sentado na prancha esperando a próxima série.

Surfamos até o anoitecer, no dia seguinte o mar tinha baixado um pouco, fizemos uma seção logo cedo e rumamos para nosso segundo destino, Playa Dominical. Hermosa foi uma boas vindas, disparado foi o mar mais playground que pegamos na viagem...


Continua em breve, De Hermosa a Dominical...


Mamon, frutinha que nos acompanhou durante toda a viagem, embora tenha uma aparência estranha tem um ótimo sabor.






Quarta-feira, Julho 18, 2007

Você não sabe disto, leia este texto.

Não é possível continuar assistindo o massacre de inocentes. O caos aéreo e as tragédias começaram a ocorrer, exatamente, a partir do momento em que se retirou do Ministério da Aeronáutica a administração do Sistema de Aviação Civil. Isso não é coincidência. É o resultado da desprofissionalização do setor, da falta de subordinação entre órgãos e da quebra da hierarquia do sistema.


A Aeronáutica, organização altamente profissionalizada (e imune a loteamentos de cargos), administrou a aviação no Brasil de 1941 até março de 2006. Foram 65 (sessenta e cinco) anos de gestão. Sessenta e cinco anos, sem que nada sequer parecido com o que ocorreu nos últimos treze meses tivesse se verificado. Profissionais (militares) foram sendo substituídos por militantes políticos inexperientes. Órgãos que compõem o sistema de aviação civil foram inoculados com essa anomalia brasileira que a cada quatro anos distribui vinte e cinco mil cargos. Essa prática é inédita no mundo. Igualmente inédito é o caos aéreo brasileiro que não encontra precedente em toda a história do transporte aéreo mundial, desde Santos Dumont.



Pelo amor de Deus, devolvam o comando da aviação civil do País ao Ministério da Aeronáutica, única maneira de blindá-la a essa prática que está acabando com a administração pública brasileira. Acabem com o Ministério da Defesa e com a ANAC. Restabeleça-se o organograma que administrou a aviação no Brasil, de 1941 até a criação dessas duas peças inúteis.



O que mais precisa acontecer? Quantas vidas vale um cargo? A aviação simplesmente não funciona sem profissionalismo, disciplina e hierarquia. Isso não existe mais. Enquanto esses três requisitos estiverem ausentes, o caos aéreo, as tragédias e as mortes vão continuar.

Quinta-feira, Maio 17, 2007

Vitória de Surfista Brasileito!!! No WCT? Não, na ANAC.

Pessoal, quem, já fez alguma trip em que utilizou o transporte aéreo, provavelmente teve que pagar aquela taxa absurda para levar a prancha.
Pois bem, esta prática desonesta das empresas aéreas acabou, graças ao Paulo Magalhães, que moveu uma ação junto a ANAC.

Abaixo segue um trecho dos mails que trocamos:

Caro Fabio.

Toda essa história começou quando resolvi pesquisar sobre a legalidade da cobrança para levar pranchas de surfe, mesmo quando estão dentro dos 23 quilos de franquia de bagagem. Concluí, com minha pesquisa, que a cobrança não tem respaldo legal. Se a mala do surfista tiver 13kg e a prancha 10kg, por exemplo, então está dentro dos 23kg. Se a soma passar um quilo, por exemplo, pagará apenas 1kg de excesso, independentemente de ser prancha.

Pois bem. Depois de concluir minha pesquisa sozinho, consultei a ANAC a respeito. A ANAC, enquanto agência reguladora, não é um órgão de governo, mas de Estado. Então, depois de muitas idas e vindas, muito tempo investido e muitos documentos trocados, recebi um documento da ANAC dizendo que eu tinha razão e que passariam a fiscalizar. Foi uma grande vitória.

Mas não vão fiscalizar, eu sei. A vitória se resume a haver um documento que refere expressamente não ter respaldo a cobrança por pranchas.

Daí entra a segunda etapa. Estou em contato com o MP que, dentre suas atribuições, pode chamar a companhia aérea e fazê-la cumprir, sob pena de ser acionada. Não bastasse, a idéia é fazer as empresas cumprirem e colocarem uma placa explicativa nos aeroportos. Isso é o que eu quero e o que vou atrás. Mas, veja, venci a primeira etapa sozinho - e era a mais importante, disparado! - e agora vou pra segunda.

Se tu quiseres não pagar enquanto eu evoluo na segunda etapa, quando fores viajar leve impressa a portaria 676 do DAC (pegas no site da ANAC) e apenas mostre ao "gerente". Eu duvido que tu pagues. Nem ele conhece essa portaria....

O mesmo vale pra viagens internacionais cujo transporte de bagagens seja pelo sistema de peso (e não de peças)

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Pessoal este é o link para a portaria 676: http://www.anac.gov.br/biblioteca/portarias/port676GC5.pdf


Agradeçam ao Paulo pela vitória; paulo@teuadvogado.com.br










Quinta-feira, Maio 03, 2007

Agora Vai!!!

Começa amanhã sexta-feira (04/05) a janela de espera, para o melhor evento de circuito (que Pipe Master nada).

É no Tahiti que o bicho pega, se ficar grandão então, tem Top 45 que se lesiona fora da água.

Mas, agora vai, estamos em 14º com o Raoni e o Léo Neves. E aposto todas as minhas fichas no Léo Neves, principalmente se ficar muito grande o mar. Está mais que na hora do Brasil levar este CANÉCO...





Bruce Irons, tomando uma vaquinha...



Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

O Paraíso Perdido:


Sem palavras



Mais um verão chega, sol, calor, mar, praia...

Ah, a praia, já faz alguns anos que passo alguns dias em uma praia de Santa Catarina (não vou dizer o nome, logo vocês saberão por que).

Uma praia linda, calma, tranqüila, quase tão calma quanto seu mar, alias seus mares, é a praia consegue reunir nas suas areias dois mares, mas isto é uma outra estória.

Enfim, anos atrás quem por aqui passava podia descansar aos únicos sons que tomavam o ambiente, o som do mar o do vento e o cantar dos pássaros, e quantos pássaros, Pardais, Rabo-de-Gralha, Canários e outras espécies que não sei o nome. Uma paz sem igual, caminhando pela areia você demorava minutos para encontrar alguém, quem realmente dominava as areias eram as conchas, se espalhavam por toda a praia aos milhares, de todos os tipos, formas, tamanhos, cores. Dentro dor mar a única coisa que se via era as fazendas de ostras e um ou outro banhista, que nem chegava a incomodar os cardumes de peixes que nadavam tranqüilos quase na beira do mar. A e o surf, não poderia me esquecer do surf, nesta praia raramente as ondas passam dos 20 centímetros, então tínhamos que ir para uma praia próxima uns 8 kilometros, o trajeto era demorado a estrada absurdamente esburacada, se demorava quase meia hora para completar a curta viajem e quando se chegava a este vilarejo, pegávamos nossas pranchas e entravamos, passávamos horas no mar quase que sozinhos, apenas alguns nativos dividiam as ondas conosco. Ao sair do mar voltávamos todos em silencio, não precisávamos falar nada o lugar e o ambiente falava por si. Enfim, havíamos descoberto o Paraíso.

Mas, os anos passaram. Hoje sentado aqui nesta mesma casa, os sons não são mais os mesmos, a praia foi invadida por carros equipados com o som mais potente possível, o belo cantar dos Canários foi substituído por bandas de pagode, por levadas funk e por todo tipo de barulho que estes carros possam produzir, uma barulheira sem igual. Caminhar pala areia, você deve ter cuidado, para não pisar em uma garrafa de cerveja deixado por alguém, deve ter cuidado para não morrer atropelado na beira da praia, novamente por um carro barulhento, alias esta mais do que provado quanto maior a potencia do som de um carro, menor a inteligência de quem o dirige. Ah e as conchas, pobres conchas foram seqüestradas, levadas de sua praia, colocadas em sacolas de supermercado e esquecidas dentro de alguma gaveta em um apartamento de alguma grande cidade, no lugar delas estão pontas de cigarros, pacotes de salgadinhos e a mais variada gama de porcaria. Dentro do mar as fazendas de ostras ainda estão lá, mas os peixes praticamente sumiram, agora no lugar dos peixes existem jet-skys das mais variadas cores e cilindradas, poluindo ao maximo a água e o ar. Existem também as lanchas, lindas, que desfilam com seus play boys chifrudos e suas piranhas expostas no casco da embarcação. A e o surf, não poderia me esquecer do surf, as ondas por aqui continuam as mesmas, então pegamos a mesma estrada, mas agora os buracos sumiram, um asfalto lindo tomou conta de pequena estrada, o percurso é feito rapidamente, entre pegas e acidentes, ao chegar no pequeno vilarejo entrar no mar se torna um desafio os nativos já devem ter desistido de surfar ali a tempo, entre 60 e 80 pessoas se acotovelam tentando pegar uma onda. Certo dia parei na beira do mar e simplesmente não entrei, caminhei uns 40 minutos até outro pico onde as ondas não são tão boas mas onde havia apenas dois surfista (três comigo) pude fazer uma seção de surf tranqüilo. Enfim, o Paraíso havia sido perdido.

Resta a nós procurarmos no próximo verão um lugar onde tenha o menor numero de pessoas possíveis. Porque nós Brasileiros somos o povo com a pior educação possível.



Como diz a propagenda ``O Verão Chegou``


Quinta-feira, Setembro 21, 2006

Será que estou ficando maluco?



Já faz algum tempo que venho notando algo estranho em mim.

E quando acordei hoje, após sair de casa já pelo centro da cidade, minha mente se encheu novamente de pensamentos que eram mais ou menos estes:

‘’Bah, 12 graus a água do mar, deve estar muito fria, mesmo com o long e a botinha o banho deve ser curto, se tiver vento então nem se fala no maximo meia hora dentro mar, se não congela’’

‘’Este swell que esta vindo de sul vai fazer o mar crescer hoje a tarde é para ter uns 2 metros de onda, com este frio então, vai ser casca grossa’’

‘’ Tenho que dar um jeito de arrumar a rabeta da minha 6’0, antes que aquela infiltração termine com a prancha, se o mar estiver gordo uso ela’’

E qual o problema, são pensamentos normais para um surfista.

O único problema é que a onda mais próxima esta a 200Km de distancia e a possibilidade de ir pegar onda nos próximos 7 dias vão de zero a inexistente.

Então:

Porque fico pensando nestas coisas? Porque olho a previsão das ondas mesmo quando não há possibilidades de ir para praia? Porque sinto falta constantemente de surfar? Mesmo com frio, com chuva, com raio, com rede, com todas as condições adversas insisto em entrar no mar? Porque não fico em casa olhando tv junto com minha namorada? PORQUE?

Acho que devo procurar um analista.

Quarta-feira, Agosto 09, 2006

Trabalho, mas que Trabalho!!!


Foto: Fabio Bampi


Que Stress!!

Existem trabalhos horríveis, trabalhos que enchem o saco, trabalhos que tu esta sempre querendo pular fora, trabalhos razoáveis, trabalhos bons, trabalhos que pagam bem, trabalhos que pagam mal, trabalhos que te dão prazer, trabalhos que você sempre quis, mas o que dizer do trabalho destes dois salva-vidas ai.

Tive o privilégio de conhecer a ilha de Fernando de Noronha, um lugar simplesmente absurdo e impressionante, seja pela beleza natural, pela fauna marinha, pela ausência total de violência, pelos locais, pelas ondas, pelas praias, pelo clima, pela tranqüilidade absurda... Poderia citar aqui inúmeros motivos que fazem de Fernando de Noronha um lugar onde o tempo passa diferente, é literalmente um universo paralelo.

Mas nada resume melhor do que esta foto que tirei de dois salva-vidas na Cacimba do Padre.

Uma das praias mais lindas do mundo completamente deserta, e assim foi durante quase todos os des dias que passei por lá.




Foto: Fabio Bampi

Sem comentários




Segunda-feira, Julho 24, 2006

Secret Surf;


Secret Spot

Entrando na onda da ASP de não revelar onde se surfa, como fizeram na etapa do México. Vasculhando umas fotos antigas encontrei esta, ainda do tempo em que maquina digital era um luxo de poucos.
Uma prainha pequena no litoral sul do Brasil (fica fácil descobrir o estado), no final de uma trilha puxada uns 40 minutos de caminhada forte, até chegar no mar. Mas a recompensa vale a pena, uma praia onde o homem ainda não colocou as maõs, a praia totalmente virgem, o mato crescendo sobre a areia da praia, as arvores mostrando a sua imponência e ainda por cima uma cachoeira, é uma cachoeira na beira da praia, bem no canto direito da praia, a queda d'água de uns 10 metros cai emcima de uma bancada de pedras, água doce, da até para beber (pelos menos eu bebi).
As ondas quebram bem no canto direito da praia, emcima de uma lage gigante (aquela ponta de pedra na foto) abrem bem pra direita, tu sai da onda de frente pra cachoeira, se não fosse as pedras ali dava para tomar um gole de água sem sair de cima da prancha.
Se quiser saber como chegar lá, search for surfer...